terça-feira, 10 de novembro de 2009

De olho na reciclagem

Por Aline Souza

Anualmente cerca 400 milhões de baterias são comercializadas, segundo dados da associação brasileira da indústria elétrica e eletrônica (Abinee). E, claro, após ficarem sem utilidade esses materiais são descartados no lixo. E é aí onde mora o problema, pois, grande parte dessas baterias vai para o lixo comum.

Não vemos muitas empresas pregando responsabilidade social e orientando os usuários a maneira correta de reciclar esses produtos. A única empresa no país que responde por essas questões é a Suzaquim, Indústrias Químicas Ltda que “tem como missão cooperar com a preservação do meio ambiente através do reprocessamento e da destinação final de resíduos industriais, pilhas e baterias, resíduos tecnológicos para a produção de óxidos e sais metálicos”.

De olho nessas questões, A Baterias Moura, empresa pernambucana líder nesse mercado em toda a América Latina, selou parceira com a Prefeitura de Belo Jardim (PE), e os integrantes da Associação Tareco e Mariola ajudam na coleta seletiva do lixo da cidade. Eles também recebem os materiais descartados pela fábrica da Moura, transformando o lixo em artesanato, utensílios e até mesmo em móveis.

Mensalmente, a Associação chega a reciclar 29 toneladas de produtos, o que equivale à metade da produção diária de lixo em Belo Jardim (PE).

A jornalista Sílvia Fragoso, 26, fica atenta: "Tenho que admitir que antes eu não era muito correta nas minhas ações, mas atualmente ando trocando de celular a cada ano para ficar atualizada com o mercado e a vida útil delas não é a mesma de tempos atrás, além disso, utilizo três aparelhos, um de cada operadora. Então, não somente pelo uso excessivo do celular é que os desgasto facilmente, mas acidentes de percurso acontecem e as vezes o aparelho fica inutilizável. Também uso laptop e demais tecnologias que usam baterias e acabei atentando para o fato do quanto antes eu poluía o meio ambiente jogando tudo isso no lixo comum".

É verdade que o tratamento desse lixo não é algo tão relativizado e infelizmente nem todos cumprem o mesmo papel e tem senso de civilização, mas consciência ambiental é algo que todo consumidor deve – ou deveria – ter.


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