terça-feira, 10 de novembro de 2009

Green está na moda. Moda custa. Então quanto custa um verdinho básico?


Por Thiago Hanken



Green! Esta palavra é repetida em várias campanhas publicitárias do conceito “be Green” – em tradução livre: seja verde! Este novo conceito de “ser verde” tem tomado conta não só de algumas empresas como a Unilever e o Grupo Pão de Açúcar, mas também de setores públicos no mundo.
O Grupo Pão de Açúcar e a Unilever criaram, em parceria, o projeto Estações de Reciclagem Pão de Açúcar/Unilever. Seguindo os padrões de cores, mais de 100 supermercados em 8 estados brasileiros dispõem de depósitos coloridos para descarte de material reciclável. A iniciativa das duas empresas arrecada em torno de 22.000 toneladas de material. No site da Unilever você encontra um link com os endereços das Lojas Estações de Reciclagem do grupo.
Não só com iniciativas privadas podemos contar. Muitos ministérios e departamentos de governo estão entrando na onda green. Na Suíça o palácio do governo da cidade de Berna é aquecido com o lixo incinerado dos suíços. O calor do lixo queimado esquenta as caldeiras de água que por sua vez, ao evaporarem, aquecem residências e prédios do parlamento suíço. Já nas americas, o departamento de estado dos Estados Unidos criou uma campanha interna para o seu ministério.
Todas as seções do departamento de estado, incluindo as missões diplomáticas, como embaixadas e consulados, devem adotar ideias para evitar o desperdício de papel e energia em seus postos de trabalho. Uma das ideias é instalar placas de energia solar em alguns consulados americanos do mundo. Além disso, frente e verso dos papeis são utilizados para evitar desperdício, política também adotada em várias empresas aqui no Brasil.

A campanha verde implantada nestas instituições e empresas são parte de um projeto com cara de ecológico, porém com alma publicitária. Ser verde tornou-se sinônimo de status no mundo coorporativo e, também, socialmente. Para as empresas ser verde dá a conotação de credibilidade e valorização de uma marca através de atitudes preventivas com o meio ambiente. Para os cidadãos comuns o símbolo de status social aplicado à relevância da causa se deve ao custo por trás da boa ação.
Comprar produtos com embalagens biodegradáveis no Brasil custam caro. “Este tipo de material não apresenta a característica mecânica de permeabilidade necessárias para a produção e utilização em escala industrial” - completa Fabio Yamashita, integrande do grupo de pesquisa de embalagens biodegradáveis do departamento Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Estadual de Londrina.
O cidadão comum pode fazer a sua parte sem gastar tanto. O site Verbeat.org ensina como fazer coleta seletiva em casa e separar o que é reciclável do não reciclável. A proporção desta iniciativa traz benefícios prazos mais curtos do que o tempo em que embalagens biodegradáveis viriam a custar menos.

Ser verde está na moda, mas não deve ser para poucos. Vista você também a camisa e comece a aderir o verdinho básico.

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